sexta-feira, 10 de maio de 2013



Projeto UCA uma realidade que parece estar muito distante de acontecer em todas as escolas do Brasil.


O Projeto “Um Computador por Aluno” tem como objetivo ser um projeto educacional utilizando como recurso a tecnologia, a inclusão digital e o adensamento da cadeia produtiva comercial no Brasil. Atualmente o UCA encontra-se em sua segunda fase, denominada Piloto e esta etapa atualmente abrange cerca de 300 escolas públicas pertencentes às redes de ensino estaduais e municipais que foram selecionadas pelas Secretarias de Educação Estadual ou Municipal dos Estados e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. O PROUCA é um programa pelo qual, Estados, Municípios e o Distrito Federal podem adquirir computadores portáteis novos para uso das suas redes públicas de educação básica.
Como exemplo deste projeto, pode-se observar uma escola no interior da Bahia:


Através de adesão ao PROUCA (Programa Um Computador por Aluno) a Prefeitura Municipal de Riachão do Jacuípe por meio da Secretaria Municipal de Educação anunciou que o município foi contemplado com computadores do PROUCA.

De acordo com o Censo Escolar de 2011, o Brasil conta com um total de 194.932 escolas e destas, somente 300 escolas foram contempladas com o projeto. Em entrevista, alguns professores não acreditam que o Brasil esteja preparado para oferecer atendimento em todas as unidades escolares. E afirmam ainda, que como conseqüência continuará aumentando as diferenças e a exclusão de muitos educandos, construindo assim um abismo entre os alunos que foram contemplados e aqueles que ainda não foram com o Projeto.



1º professor entrevistado (Leila Paula)
“Olhando a nossa realidade, não acredito que isso vá adiante, pois são muitos alunos para serem atendidos e o descaso com a educação é muito grande em todo o país.”

Os professores defendem a utilização da informática na escola, porém, frustram-se diante da realidade em que suas escolas estão inseridas. Reclamam do descaso com os laboratórios de informática, onde muitos computadores se encontram desmontados, com defeitos, e não possuem acesso a Internet. Outra questão é o despreparo dos profissionais diante das novas tecnologias para desenvolverem uma aula que estimule a busca por novos conhecimentos por parte dos alunos. Em conseqüência os alunos perdem o prazer de freqüentar esse ambiente que mesmo utilizado de maneira incorreta, em muitos casos, é o único momento de contato com essa ferramenta.

2º professor entrevistado (Maria Tereza)
“Em minha escola ainda não tem esse projeto, mas nós temos um laboratório que podia ser melhor explorado com os alunos, mas a maioria dos computadores não funcionam e os que funcionam são utilizados por 4 a 5 alunos. Aí não funciona!”

As escolas se expandiram muito, porém, a qualidade do ensino não caminhou na mesma proporção, ela prossegue a passos lentos e às vezes levam muitos a acreditarem que essa “educação de qualidade e igualitária” nunca vai chegar a todos como deveria.


Referências:

Fonte Censo Escolar/INEP 2011 | Total de Escolas: 194932 | QEdu.org.br

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